Quando decidi cursar Desenho Industrial (prestei vestibular e passei para a UFRJ em 1993) não fazia muita idéia, confesso, do que esperava da profissão. Tinha, no máximo, alguma noção do que era, e que era dividia em duas principais vertentes: design gráfico e design de produto (aliás, a palavra design não me era muito familiar na época, acho que para muita gente também não).
Por conta do destino (ou, como quiseram me fazer acreditar os funcionários daquela universidade, por eu ter preenchido errado a minha ficha de inscrição no vestibular), fui cursar design de produto (ou Projeto de Produto). O que a princípio foi um martírio para mim, que via essa vertente da profissão como "marceneiros e carpinteiros de luxo", após o quarto período se tornou uma satisfação, pois a noção de espaço e trimensionalidade, aliadas a ergonomia, que adquiri no curso, me fizeram ter uma base muito melhor para minha verdadeira paixão de ocasião: o design gráfico, ainda mais que eu puxara muitas cadeiras dessa vertente.
Não obstante, hoje em dia trabalho com design de interfaces web, a minha paixão atual, e afora meu projeto final de graduação, não desenvolvi mais quaisquer projetos de produto.
© 2008 - RAFAEL POGGI