Há algum tempo que já se fala na junção da nossa velha conhecida televisão (ou TV, para os mais íntimos) com a Internet, ou seja, poder-se acessar a rede internacional de computadores (ou web, para os igualmente íntimos) de nossos aparelhos de TV, com telas maiores, com melhores definições e por aí vai. Tal tecnologia já existe há alguns anos, mas sabe-se lá porquê foi pouquíssimo ou até quase nada difundido aqui no Brasil, pelo menos. Possivelmente pelo fato de ter que ficar no sofá ou na cama, digitando com um teclado especial, que muitas vezes seria apoiado nas suas pernas, não lhe dando, portanto, muita estabilidade. Ou talvez mesmo, diriam os mais afoitos, a tecnologia não permite que se assista a TV e conecte-se na web ao mesmo tempo, prazer esse muito comum entre os internautas (afinal, a TV hoje em dia é mais uma companhia do que um meio de informação e entretenimento).
Seja qual for a verdadeira causa de seu aparente (veja bem, aparente) fracasso, a Internet na TV é uma realidade. Assim como já é realidade a Internet nos eletrodomésticos, como microondas e principalmente na geladeira. Sim, na geladeira! Agora, respondam-me: qual é a utilidade de se poder acessar a rede através de um monitor instalado na porta da geladeira? Ah! Podemos controlar o fluxo de alimentos na geladeira e com isso já encomendar as compras dali mesmo! Mas e as compras guardadas na dispensa? Teria-se que ter também um terminal na porta da dispensa. Não seria mais útil um único terminal, que fosse na cozinha, que controlasse tudo isso? Ou melhor ainda! Um sistema de rede integrado a toda a casa, em que você, direto de seu micro, no escritório (de casa ou mesmo do trabalho) pudesse controlar isso? Ou que fosse logo tudo automatizado?
Veja bem, não sou contra a evolução tecnológica. Pelo contrário! Apenas digo que certas tecnologias devem ser melhor empregadas, e empregadas, por isso, onde se valham! Mas é errando que se aprende, e infelizmente esses “erros”, nesses casos, custam milhões de dólares. São necessários? Claro! Ora, é assim que os avanços importantes se fixam no mercado. Quem se lembra do vídeo beta? Foi uma febre! Mas uma febre que logo foi curada pelo VHS, bem mais barato, versátil e difundido. Algo que está já cedendo lugar ao DVD, que daqui a alguns anos possivelmente dará lugar a outras tecnologias muito mais impactantes. E, voltando agora para a web em si, o WAP? Realmente alguém vê alguma utilidade nesse serviço? Claro, não vou tirar as suas óbvias vantagens, como por exemplo poder fazer uma movimentação ou mesmo consulta rápida na sua conta bancária, nas suas ações, etc. Mas ficar navegando do visor de seu cada vez menor celular realmente é um saco. Além do que fazer isso no meio da rua, esbarrando em todos, ou mesmo em seu carro, podendo provocar um acidente, é ridículo. Mas a tecnologia existe. Está enfraquecida, é verdade. Mas ela teve que se experimentada.
Para concluir, a web e a TV têm chances de darem certo juntas, o que basta é realmente uma tecnologia que não se limite a entrar em salas de bate-papo ou acessar seu webmail, mas que permita uma maior interatividade entre o internauta-telespectador e o canal acessado, algo que não caia na banalidade do WAP, da internet na geladeira e afins.
Apenas mais um comentário: para os mais atentos e que possuem acesos a TV por assinatura, reparem na linguagem utilizada na programação visual de alguns canais. Verás recursos idênticos àqueles encontrados nos mais modernos websites. Mas isso é papo para outra sessão. Até!
© 2007 - RAFAEL POGGI