Peço licença aqui para falar sobre um assunto meio OFF. Em uma discussão na lista de design da 10 Minutos sobre os lançamentos recentes da Apple para o mercado em 2008, começamos a argumentar sobre a praticidade do CD enquanto mídia de armazenamento. Meditei um pouco sobre o assunto e escrevi essa resposta:
Verdade: o CD já nasceu como uma mídia nati-morta. Foi a sensação do final da década de 80 e, ao final da década de 90, com a popularização dos gravadores, parece que deu um fôlego a mídia, que foi barateando e perdendo qualidade. Mas quem se importa??? Se eu perco um CD, compro outro por menos de um Real! E haja paciência para viver comprando Cds!!!
Antes do advento e popularização do DVD, que parece ter vindo para socorrer os desesperados por uma mídia acessível e confiável (e que agora já está dando adeus e dando lugar ao Blue Ray - nem vamos falar no HD-DVD, tadinho...), a toda poderosa Sony lançou no mercado o MARAVILHOSO Mini-Disc, ou MD, que nada mais é do que mini CD regravével protegido por uma caixinha de acrílico. Virou e sensação entre os DJs no final da década de 90, antes da popularização dos gravadores de CD para PC (os de mesa eram caros e só aceitável uma mídia específica, que na época eram igualmente caros a beça!). Tenho o meu até hoje, e frequentemente o uso para gravar um som de um VHS ou DVD, ou compilar Vinis. A indústria fonográfica ainda o usa bastante, no lugar nos antigos rolos, por ter uma segurança maior do que um HD de PC, por exemplo. O único senão, ou melhor, a morte anunciada dos MDs, foi simplesmente seu preço: ele nunca teve uma popularização merecida (talvez por falta de divulgação mundial mais adequada, limitando a sua segmentação: DJs e industria fonográfica). Ainda hoje um Minidisk, quando achado, não custa menos do que R$ 6 (ou bem mais!), quando com esse preço pode-se comprar uns 10 CD-Rs ou 5 DVD-Rs, mesmo que a qualidade desses seja bem inferior. Para piorar ainda veio o advento do MP3 e seus players, que possibilitaram carregar numa única mídia mais leve e menor do que uma caneta BIC o conteúdo referente a uns 10 MDs.
Isso me faz remeter a briga inicial (os mais novos nunca lembrarão disso) entre o VHS e o BETAMAX. Esse último tinha uma qualidade infinitamente superior ao VHS, mas a estratégia de marketing da Philips (e posteriormente as japonesas SONY e PANASONIC) em promover esse último foi tão forte, que popularizou em pouco tempo os VCRs (video cassete recorders) para VHS e suas câmeras filmadoras que num breve período de tempo o BETA (como ficou conhecido) virou peça de museu.
Portanto, não me assusta que em breve minha coleção de mais de 200 DVDs originais se tornará obsoleta ou mesmo os bem vindos e caríssimos ainda BLUE-RAYS se perderão no esquecimento, em detrimento a uma nova mídia que está por vir. Quem sabe o que em 10, 20 ou 50 anos ainda vão inventar nessa indústria? Filmes que se projetam em nossos cérebros???
Quem viver verá!
publicado em 16/01/2008
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